terça-feira, 21 de março de 2017

Enquetes Dragon Ball #5 - Vencedores!


Depois de um pequeno hiato, cá estou de volta trazendo mais uma edição dessa série que estreou meio que tardiamente neste mundo sombrio. Confira abaixo os resultados de mais quatro enquetes sobre esse vasto universo que é o de Dragon Ball:


1 - O herdeiro do Príncipe dos Saiyajins

Nesta enquete publicada há 3 semanas, a questão simplesmente foi: Qual a versão de Trunks Briefs, na franquia animada de Dragon Ball, é a sua favorita?

Até pensei em colocar o Baby Kid Trunks ou o Mirai Trunks de cabelo comprido, porque o "versão" na pergunta não se restringiria a apenas "contrapartes", mas consideraria fases diferentes do mesmo personagem e, logicamente, ao fazer essas inclusões a enquete ficaria mais completa, por assim dizer, com cinco posições devidamente ocupadas. No entanto, acabei por desistir da ideia e resolver manter três opções, porque se formos levar em conta o GT - na cabeça pirada de quem acha que um dia vá tornar-se canônico - como continuação oficial da fase Z ainda é o mesmo Trunks menino BBF do Goten que vimos na saga Boo, então aqui no caso seriam 2 Trunks: Um da Linha Temporal Original e outro da Linha Temporal Modificada pelo primeiro. E não é porque estou dizendo isso que compactou do sonho da parcela do fandom que quer, a todo custo, que a Grande Tranqueira ligue-se à atual série Dragon Ball Super. Eu disse SE formos levar em conta. Faz-de-conta.

Mas vamos direto ao que interessa: Mirai Trunks, Kid Trunks e Trunks do GT.

Quem levou a melhor, justificada e honrosamente, foi ele, o destemido e bravo guerreiro do futuro que passou por horrores suportando as mortes de todos os seus aliados que sucumbiram um por um nas mãos de máquinas assassinas, em especial o seu mentor, Son Gohan.

Sim, Mirai Trunks conquistou a vitória com 52% dos votos, deixando para trás Kid Trunks com 26% dos votos ocupando a segunda posição e o indigesto Trunks do GT com 23% no terceiro lugar.

1º lugar: Mirai Trunks - 52%
2º lugar: Kid Trunks - 26%
3º lugar: Trunks do GT - 23%



2 - A turma onde você se encaixaria

Nesta enquete publicada há cerca de duas semanas, foi perguntado: De qual destas raças de Dragon Ball você gostaria de pertencer (exceptuando terráqueos e saiyajins)?

Claro, porque Saiyajins previsivelmente receberei maior quantidade de votos... e qual seria a graça?

Pois bem, as selecionadas foram: Namekuseijin, Frost Demon, Androide e Majin. A quinta opção seria a raça Shin-ji (os Kaioshins), mas acredito que muito provavelmente não angariaria tantos votos em relação às demais, tendendo a amargar a última posição ou não garantir nenhuma.

Com 61% dos votos, a escolhida pela maioria foi Androide, que mesmo não sendo exatamente uma raça merecia ser citada e incluída. O restante você confere mais abaixo no ranking.

Raking:

1º lugar: Androide - 61%
2º lugar: Majin - 16%
3º lugar: Namekuseijin - 13%
4º lugar: Frost Demon - 11%



3 - Ressuscitar para ter valor 

A pergunta para esta enquete foi bem direta: Qual personagem da raça saiyajin de Dragon Ball você acha que mereceria ressurgir dos mortos para enfim ter seu devido aproveitamento?

No páreo estiveram: Rei Vegeta, Bardock, Raditz e Nappa.

E quem saiu vitorioso?

Foi ele, o progenitor do homem mais forte do Universo 7 e que seria digno de mais destaque na série canônica ao invés de clickbaits "youtubéticos" e em thumbnails falsas. Bardock, o vencedor, conquistou 59% dos votos, enquanto que Rei Vegeta ocupa o segundo lugar com uma quantidade bem distante da do soldado de classe baixa, com 18% e Raditz e Nappa, companheiros de aventuras e subordinados de Freeza, dividem o terceiro lugar com 12%.

Ranking:

1º lugar: Bardock - 59%
2º lugar: Rei Vegeta - 18%
3º lugar: Raditz e Nappa - 12%

Meu voto: Rei Vegeta. Porque: É complicado explicar... No meu ver, empataria fácil com Bardock claro (acho meio estranho a diferença de votos ser grande assim), mas minha curiosidade para ver qual dos dois teria um bom desempenho em lutas e desenvolvimento narrativo pende mais para o Rei Vegeta.



4 - A pior concepção para personagem é...!? 

Aqui nesta enquete consideraram-se dois quesitos: Profundidade e design. E ela quis saber qual dos cinco personagens inseridos em Dragon Ball GT, a história paralela, pecou neles podendo ser facilmente tachado de pior ou o mais intragável.

O robô Guill, o Dr. Myuu, o trio Para-Para, a boneca o "Todo-Poderoso" Ludo e o Super Androide 17 foram os selecionados.

O "vencedor" foi a fusão nonsense do arco igualmente nonsense da série. Super Androide 17 alcançou o primeiro lugar com 48% dos votos. O restante você confere no ranking abaixo.

Ranking:

1º lugar: Super Androide 17 - 48%
2º lugar: Guill e Irmãos Para-Para - 19%
3º lugar: Ludo - 10%
4º lugar: Dr. Myuu - 5%

Menção honrosa: Pan (Vovozinho!!)

Meu voto: Guill. Porque: Quem em sã consciência aguentaria conviver ao lado de um robô tagarela que só sabe repetir o nome trocentas vezes e falar asneiras irritantes como "Pan perigosa! Pan perigosa! Pan perigosa!". Resumindo, Guill é um robozinho chato pra c******.




OBS: Próxima atualização em: 04/04.



quinta-feira, 16 de março de 2017

O temido reboot de Matrix

Warner Bros. Pictures 

Poderia ser pior? Com certeza, para isso existe o remake. No entanto, as palavras reboot e Matrix numa mesma frase consegue soar um pouco mais assustador. Conforme divulgado há poucos dias, o estúdio Warner Bros. detentor dos direitos da franquia, cogita produzir uma nova versão da saga do Sr, Anderson na forma de reboot (reinício, em tradução livre). Ou seja, mesma premissa, outra abordagem com outro elenco e tudo mais. - e com Michael B. Jordan (o tocha-humana do fracassado Quarteto Fantástico de 2015) sendo cotado para o papel principal. Venhamos e convenhamos, certamente passa muito longe de uma surpresa - nem tanto com relação à escolha do ator - tendo em vista a decadência criativa que Hollywood teima em se afundar.

Eu, como fã da trilogia, torci o nariz quanto a decisão. Porque obviamente vem mais um blockbuster caça-níquel disfarçado de releitura de um clássico do cinema que visa entreter a nova geração. Só me faço uma pergunta: Por que? Por que insistir em mexer no que está quieto? Fosse um projeto com apostas sinceras em novidades - sem a despretensão do primeiro filme, porque é impossível -, sem necessitar usufruir dos mesmos personagens, inserindo uma nova trama usando a premissa como base, a depender de alguns fatores, eu até depositaria um pouco de fé. Mas, infelizmente, não é nada disso que parece ser. Se estou julgando cedo demais? Claro, afinal é Matrix, filme que alcançou notoriedade por méritos inquestionáveis. Daí você, fá declarado, é bombardeado por uma notícia informando que vão apostar novamente na franquia com novas execuções e abordagens quando você tanto desejava que essa bomba não fosse estourada, que um dos seus filmes favoritos fosse mantido sossegado ali no canto. Difícil lidar, né? Pelo menos se copiassem a ideia da minha fanfic...

Mas a verdade é essa: Era apenas uma questão de tempo e finalmente (para o desprazer de muitos) esse dia chegou. Mas fazer o quê? Isso é Hollywood mostrando que é capaz de tudo para faturar mais em pouco tempo, mesmo que precise destruir clássicos sem medo de sentir vergonha da carência criativa, e isso, de fato, ilustra que a tendência é piorar, o que é uma pena.




*A imagem acima é propriedade de seus respectivos autores e foi usada para ilustrar esta postagem sem fins lucrativos. 

*Imagem retirada de: http://www.hqfan.com.br/2016/06/keanu-reeves-diz-que-matrix-4-e-5-serao.html



quarta-feira, 15 de março de 2017

Baú Nostálgico #9: Beyblade

Primeira série de anime da franquia produzida pela Madhouse 


                                                                                       ANTES

Foi uma mania passageira, de fato. Mas é indubitável que deixou sua marca na infância de muitos. Há mais de 10 anos estreava Beyblade na TV Globinho com uma proposta até então inédita apresentando competições entre personagens que disputavam campeonatos nos quais utilizavam-se "piões" aprimorados chamados de beyblades - cujo trunfo eram as famosas feras-bits que fazendo uma análise minuciosa, na medida do possível, eram os elementos que mais careciam de desenvolvimento. Mas não me prolongarei nesse pormenor pois isso aqui não é uma review, muito menos aprofundar questões do tipo "É meio risível disputas entre crianças que lançavam seus "piões" para vê-los fazerem faíscas e despedaçarem-se serem levadas tão a sério pelos personagens mais adultos", pois o intuito da série é ser rápida e objetiva.

Ganhei a minha primeira beyblade no mesmo ano de estreia do anime aqui no Brasil, com disparador e aquele negocinho lá que você puxa para fazer a beyblade cair na arena. Era branca por cima com uns detalhes vermelho e verde naquelas pontas e preta por baixo. No centro da parte superior havia um pequeno adesivo redondo que minha inocência me fazia acreditar ser a "Dragoon" (a fera-bit do protagonista, porque sim). Até que em um belo dia a "Dragoon" (com aspas mesmo) viu o seu trágico fim numa parede em uma colisão que me impactou de certa forma. Lá estava ela em pedaços e sua morte me deixou na "bad" por dias.

Após meses recorrendo ao improviso com as "beyblades" nas versões tampinha de detergente com disparador de linha para costura e tampinha de garrafa PET (eu até coloria a parte superior rs) atravessada com palito de fósforo (?), pude, finalmente, adquiri uma outra no mesmo modelo (made in China), o mais próximo possível com o do desenho da TV. Esta segunda (e minha últimas das "oficiais") tinha anel de energia colorido com laranja e vermelho (adesivo, aliás), anel de fusão e eixo de rotação mais robustos em relação a anterior, e com uns atributos um tanto desnecessários, como, por exemplo, tocar uma musiquinha psicodélica enquanto girava, sem falar das luzinhas piscantes (ecos fantasmagóricos da tal musiquinha ressoam na mente até hoje quando lembro de beyblade).

Falando sobre o anime, seguia alguns clichês shonens como o protagonista obstinado e o personagem membro isolado da equipe no melhor estilo lobo solitário/anti-social/ranzinza e com uma pinta de vilão (sim, me refiro ao Kai).

Acontece que a franquia animada aparentemente fadou-se a sofrer do mesmo mal de Yu-Gi-Oh!: Spin-offs que não superam a obra original. Foi assim com Metal Fusion, do qual só vi poucos episódios em 2011. Portanto, fico com a primeira série e V-Force (a sequência onde os personagens da animação clássica estão meio pálidos e encolhidos - eufemismo para infantilizados fisicamente, mas a série em si é divertida, respeitando sua predecessora).

Ainda em 2011, revi a primeira série, mas por alguma razão imemorável não passei do episódio 13 (deve ter sido preguiça).

Personagem favorito: Kai (como não gostar de anti-heróis?)
Personagem menos favorito: Max (sempre o achei um porre, diria que esquecível e substituível).
Equipe favorita: Os inesquecíveis White Tigers.

                                                                                       AGORA

Pretendo, em algum futuro próximo, rever o primeiro anime completo, assim como o farei com Yu-Gi-Oh! Duel Monsters e Medabots. Com a wathclist lotada este ano, muito dificilmente sobrará tempo para rever este clássico que gerou uma febre curta, embora marcante. A colocaria em terceiro lugar, atrás de Yu-Gi-Oh! e Pokémon (sempre imbatível e demonstrativamente atemporal).





*A imagem acima é propriedade de seu respectivo autor e foi usada para ilustrar esta postagem sem fins lucrativos. 

*Imagem retirada de: http://tvtropes.org/pmwiki/pmwiki.php/Anime/Beyblade

sexta-feira, 10 de março de 2017

As 3 fases do PPC (Processo de Produção de Conteúdo)


Hello, ghosts! Hoje, sexta-feira (sua linda), venho com uma postagem curta, porém de suma importância para que fique bem conhecido e esclarecido o método que utilizo para produzir o meu conteúdo, especificamente as suas etapas e como elas se configuram. Este modelo serve apenas para as séries com temporadas.

Apresento-lhes o PPC e suas respectivas fases. Confira:


1ª fase: Ordenação de cenas 

É simplesmente a pré-produção. Onde monta-se um "roteiro" com um número predefinido de cenas a serem organizadas crescentemente e contendo descrições rápidas de ações dos personagens - como se fossem as "sinopses" das cenas. Aqui vai um exemplo pra facilitar:

Cena 01: Rosie correndo por uma floresta escura tentando fugir de um lobisomem. Ela esbarra numa árvore, cai e desmaia. Hector chega para verificar seu pulso e enfrenta o lobisomem, matando-o com um tiro e levando Rosie para um local seguro. 

Procuro sempre não ir longe demais, não fugir da proposta porque, obviamente, ninguém vai ler (não que eu ache que muitos visitantes acompanhem a série - mentirinha, acho que ninguém lê), e vai ser descartado logo em seguida por se tratar de um mero esboço. E um adendo: Uma ordenação sempre pode estar propensa a não ser fielmente seguida, por conta dessa minha mente fértil que sempre anseia por inventar algumas coisinhas em cima da hora para substituir outras que não sairiam bem na segunda etapa por às vezes não terem muita serventia ao enredo e acabam que certas cenas ou pedaços dela são cortados na versão final ou, quando dá, são fundidas ou aproximadas.


2ª fase: Escrita/Desenvolvimento do capítulo

Esta é a importante etapa em que realmente ponho as mãos à obra. A ordenação passa a servir como um "guia", podendo ser consultada quando der aquele branco típico pois eu fico envolvido demais nessa fase e é natural isso ocorrer, começo a pôr coisa que nem havia antes, daí dou uma conferida e não me incomoda fazer uns reparos de vez em quando ou adicionar e subtrair elementos mesmo que isso altere toda a dinâmica da cena, no fim das contas o resultado sai até melhor que o rascunho.

É escrever de fato o capítulo. É abandonar a superfície e nadar o mais fundo possível.


3ª fase: Revisão

Essa aqui é, confesso, a mais chatinha e trabalhosa. Etapa onde você joga o texto na "peneira". Creio que explicações sejam desnecessárias, todo mundo sabe, no mínimo, como se dá a revisão de um texto. Detectar erros gramaticais é o passo mais largo para concretizar a versão final do capítulo. É chato? Com certeza. É relevante? Demais. Se eu tenho preguiça? Que nada...




quinta-feira, 9 de março de 2017

Meu primeiro encontro


A partir do momento em que meus olhos foram de encontro com os dela percebi que era minha chance de ouro.

Eu era apenas o universitário que tinha acabado de tomar jeito na vida pra amadurecer e ela a garota nova do bairro que arranca olhares maliciosos de qualquer um.

Ajudei com as caixas, com a mobília, limpei sua geladeira, consertei seu carro, enfim foram tantos favores que perdi a conta. Não resistia a cada sorriso aberto que ela me lançava, eram tiros no meu coração frágil e impressionável.

Meus banhos passaram a ficar mais demorados que o normal.

Porém, não tem nada a ver com devaneios indecentes, se é o que a sua mente suja está pensando.

Era a sua voz que me encantava. Mesmo quando eu não estava no banho ouvia-a cantar no chuveiro. Um timbre lírico e tão... suave, tão magnífico que fazia arrepiar os pelos.

O som potencializava uma sensação que passei a me familiarizar com mais afinco à medida que o rosto dela se fixava na minha mente.

Atraído, me aproximei dela numa manhã e elogiei suas cantorias. A retribuição foi mais que inesperada, me impactou como uma descarga elétrica.

Ela... me convidou para entrar. Tudo bem, eu tinha ajudado no início, mas aquilo foi só para mostrar solidariedade, não quis bancar o vizinho grudento logo nos primeiros dias, então me fiz de "difícil".

Mas a hora finalmente tinha chegado para a minha alegria. Um convite para um encontro na casa da garota pela qual me apaixonei à primeira vista. Já era meio caminho andado, um primeiro passo e tanto.

Combinamos dentro de cinco dias. Àquela altura, ela já sabia exatamente o horário dos meus banhos para me apresentar um show às cegas com sua linda voz de ninfa. E pensar que quase propus um espetáculo presencial, mas aí já seria precipitado demais.

Quando a noite chegou, urinei umas oito vezes, verifiquei e arrumei meu penteado cerca de quinze vezes e suei litros em aflição. Toquei a campainha, ela me atendeu gentilmente e entrei. Quase não desviei o olhar de seu lindo vestido púrpura curto que lhe caiu perfeitamente.

Seu cabelo sedoso estava alisado e ela usava um batom vermelho vibrante que realçava seu sorriso resplandecente. Eu fiquei pensando eufórico: "Que puta da sorte que tive, meus deus!  Mal fez um mês de mudança e já arranjo um encontro com uma garota, meu primeiro encontro!".

Brindamos nossa amizade que a partir dali evoluiria ao próximo nível.

Só não imaginei que fôssemos tão longe e tão rápido. Ao som de sua voz tocando num rádio com uma fita gravada por ela, nos agarramos e nos beijamos intensamente até nos despirmos. Por sorte, só tive minha camisa rasgada, ela tinha uma força tremenda. O poder da música e da bebida me fez falar demais.

Lembro de ter dito que casaríamos, teríamos filhos, um longo futuro a dois... E ela só respondia com mais beijos e alguns arranhõezinhos nas costas para excitar. Ela queria passar para o próximo sub-nível, então hesitei um pouco, delicadamente impedindo aquela mãozinha safada de tocar no meu cinto.

Do sofá iríamos para a cama. Mas... pra minha surpresa, ela me conduziu, parcialmente sob o efeito do álcool, para um ponto da casa que achei pouco típico para fazermos acontecer. Levemente alterado, aceitei, pegando em sua mão e me deixando ser arrastado.

Descemos para o que parecia ser o porão. Quanto mais eu perguntava, mais ela insistia que devia ser uma surpresa para oficializarmos nosso namoro.

Antes mesmo de entrar, meu sorriso se desfez porque um cheiro fétido de carne podre infectou meu olfato. Nem fazia ideia se a ânsia de vômito era da bebida ou do odor. Ela abriu a porta e me apresentou o lugar...

Forcei para não vomitar minhas tripas ali, olhando para aquela imundice infestada em toda parte.

Ela disse que voltaria para a sobremesa, fechando a porta depois e me trancando.

Me ajoelhei, desolado e frustrado, com raiva e ao mesmo tempo afundado em tristeza.

Me desesperei interiormente só de pensar que iria me juntar àqueles cadáveres de homens pendurados (ou o que ainda restava de alguns deles) por ganchos com suas entranhas expostas num verdadeiro matadouro humano.

Tinha de várias sabores: Sem pele, sem pernas, decapitado, retorcido, com sangue pingando, recheado com moscas varejeiras ou larvas...

Dez dias depois, ela volta. E me pergunto, horrorizado: Onde está aquela mulher incrivelmente bela?

Ela está morta e um monstro abominável corrompeu o seu corpo. A linda voz deu lugar a um som rascante e insuportável. Ela me olha e diz que finalmente me tornei apetitoso.

Não sabia que costumava agarrar pela cauda quando realmente queria um relacionamento sério.


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Este conto foi escrito e publicado exclusivamente para o Universo Leitura. Caso o encontre em algum outro site com créditos e fonte ausentes, não hesite em avisar! 



*A imagem acima é propriedade de seu respectivo autor e foi usada para ilustrar esta postagem sem fins lucrativos.

*Imagem retirada de: https://www.tumblr.com/search/mulher%20misteriosa


segunda-feira, 6 de março de 2017

Crítica - Heavy Object

Kazuma Kamachi/ J.C.Staff
Hoje, segundona, é dia de postar review de qualquer produto audiovisual que não escapou aos meus olhos (mentirinha, não existe essa de publicar críticas na segunda-feira como dia específico, porque é bem sabido que tenho uma forte tendência a não cumprir a programação, apenas que tenho a leve impressão de que é nesse dia que mais escrevi/publiquei reviews por puro costume e acha-lo adequado para tal, então não tem dia fixo para a categoria). Mas chega de delongar e vamos de resenha!

Seria um anime facilmente postergável não fosse por um (chamativo) detalhe: Mecha. Um gênero pelo qual sempre me disponho a mergulhar fundo, porque robôs gigantes não é para se dispensar e sempre atraiu olhares interessados de minha parte. Mas como este blogueiro solitário cresceu, quer curtir um anime mecha que não se mantenha na superfície do "tiro, porrada e bomba" - não que signifique um elemento descartável, a ação agrega bastante sim a uma aventura sci-fi quando demonstra apelo a beneficiar a narrativa.

Heavy Object veio para provar-me que essa expectativa era ludibriosa. Os Objects, as máquinas de guerra super-avançadas que disseram a que veio para acabar com o convencionalismo armamentista, não são estritamente robôs. O diferencial está exatamente aí. Enormes bolas de metal equipadas com trocentos canhões e outros atributos e que zanzam por um campo de batalha apenas com a finalidade de vencer um determinado oponente, não importando os rastros de destruição que deixe. Armas revolucionárias que nasceram para lançar um novo jeito de guerrear. Porque o anime inteiramente gira em torno desse exato tema: Guerra.

Vamos aos prós e contras e logo mais abaixo o veredicto e a nota:


Prós:

Descompromisso com o modelo comum de enredo: Não bastando a abordagem singular e temática dos Objects, temos um seguimento narrativo que não se permite aproximar do padrão do "arco principal". Os "arcos", na verdade, são missões ocorridas em algumas partes do mundo (até na Amazônia - Amazon City -, aparentemente rs) divididas em, no máximo, 3 episódios. Tendo isso em mente, não acho certo disparar que o anime não possui um objetivo. Nesse caso, necessita-se assisti-lo até o final, o qual dá até uma sensação de "missão cumprida" e de "final definitivo". Eu tive a sensação de que acabaria vendo um final apressado (que, de fato, não segue o material-fonte), o que foi natural dado o início morno (que posteriormente me deu um certo medo do que viria a seguir). No mais soa como um procedural com mini-arcos sem a pretensão de inserir um vilão "pica das galáxias" a ser enfrentado no final.

Qualidade de animação que casa com o clima: Todo o aspecto visual da adaptação acerta quando quer exibir um show "pirotécnico" com explosões que soe "realístico" na medida do possível. Em termos técnicos, o anime se sai bem ao apresentar toda uma ambientação turbinada por efeitos que façam o espectador estar convencido de que está vendo um anime de guerra com sua devida proposta, mas nenhuma extrapolação que aproxime tal qualidade a de um OVA.

Qwenthur Barbotage: O rapaz de cabelo loiro da imagem acima foi o protagonista, a meu ver, mais efetivo no sentido de saber ser interessante. Suas falas são carregadas de informação nos momentos de ação, e entendo que isso às vezes torna-se um defeito, deixando o personagem um tanto verborrágico, mas o saldo final não me foi decepcionante, algumas qualidades obscureceram tal defeito e foi fácil torcer por ele durante todos os 24 episódios. Foi um personagem bem conduzido, ao contrário de Havia que deu a impressão de que nada fez, nada agregou, só estava lá para ser o "paceiro alívio cômico". Li suas falas com a voz de Rodrigo Andreatto na mente (sim, tenho um estranho costume de imaginar vozes de dubladores e encaixa-las aos personagens durante a leitura das legendas, me julguem).

Froleytia Capistrano: Personagem que me cativou de certa forma. E não, não me refiro aos seus atributos físicos. Sinto que ela impôs sua relevância de maneira satisfatória mais como uma líder respeitável do que como artifício apelativo, sem parecer forçada em nenhum instante enquanto em cena. Como minha segunda personagem favorita, logo junta-se à Qwenthur como sendo igualmente aproveitável.


Contras:

Milinda Brantini: Não se deixe enganar pela imagem acima, a garota loirinha com face de boneca pode estar no centro em meio aos dois rapazes que nutrem uma paixonite por ela, mas não é a protagonista. Bem, ser até deveria. Heavy Object é sobre dois jovens que se envolvem em fogos cruzados diários. Ela só está ali para cumprir tabela. Talvez seja o maior banho de água fria desse anime, pois era esperado um potencial mais evidente com relação à personagem. O que se viu foi um sub-aproveitamento horrendo. Apenas no final Milinda ganha certa importância, mas já era tarde. Além do mais, seu desenvolvimento raso serviu para enquadra-la como uma personagem "insossa", robótica e inexpressiva.

Comédia apelativa e forçada: Há momentos de fazer "facepalm" com algumas situações apresentadas. O problema é que a execução do humor não funcionou por tentar se apoiar, quase que completamente, em conotações sexuais, tomando como exemplo os seios fartos de Froleytia sendo apalpados e desejados pelos personagens. Introduzir pitadas de ecchi em um anime cujo foco são guerras entre máquinas colossais foi uma decisão bem estúpida.

Pouco aprofundamento narrativo: Apenas resquícios filosóficos despontavam ali de vez em quando (sobre o lance das guerras, coisa e tal). Tudo fica muito na superfície do início ao fim. Ao menos alguns flashbacks seriam bem-vindos, nunca é demais cavar mais fundo, mas, pelo visto, a produção pouco se mostrou comprometida ou sequer quis dar importância.

Havia: Personagem que consegue a proeza de fazer com o espectador o despreze a ponto de desejar sua morte lenta e dolorosa. No fim das contas, tive a sensação de que ele não serviu para porra nenhuma, por mais companheiro que tenha sido ao lado de Qwenthur (que, por sinal, formaria uma boa dupla com Milinda caso ela recebesse melhor tratamento).


Veredicto:

Ainda que fuja do padrão estabelecido pelo gênero - destaque para os afamados Evangelion e Gundam - no que concerne robôs gigantes, Heavy Object estagna no presente e somente foca no presente com sua trama futurista, não oferecendo nenhuma chance para a trama ganhar contornos mais sólidos, além de priorizar o estético em detrimento do narrativo. Um anime que talvez agradaria bastante Michael Bay. Por outro lado, vê-se um bom trabalho quanto aos designs, porém, claro, pouco é suficiente para agradar, ainda mais quando se tem um enredo tão profundo quanto um pires.


NOTA: 6,5 - REGULAR


Veria de novo? Provavelmente não. 




*A imagem acima é propriedade de seu respectivo autor e foi usada para ilustrar esta postagem sem fins lucrativos ou intenções relativas a ferir direitos autorais. 

*Imagem retirada de: http://kotaku.com/heavy-object-is-not-your-usual-mecha-anime-1769294520



sábado, 4 de março de 2017

4 possíveis spin-offs de Capuz Vermelho



Olá, fantasminhas. Semana meio vazia, mas com uma razão totalmente justificável: Eu estou trabalhando duro para antecipar o retorno da série - cujo hiato já completou seus 7 meses -, chegando a me auto-desafiar na escrita simultânea de capítulos (não escrevendo parágrafos adoidado, tipo: escreve uns dois parágrafos em um capítulo e num segundo vai para o outro), sendo que nunca consegui deixar dois capítulos prontos após seguir essa direção, geralmente o que vai ser publicado costumo terminar primeiro enquanto que no capítulo seguinte restam poucas cenas.

Mas não vim para lamentar o hiato ou abordar a situação complicada da série. Vim para falar de coisa boa: a nova Tekpix  Possíveis spin-offs para quatro personagens escolhidos a dedo. Mas calma aí! O que eu quis dizer com possíveis é com relação à uma ideia que acho justa. A ideia é esta: Apenas um personagem será escolhido para protagonizar suas próprias aventuras. Possíveis até são, mas somente um, dentre esse grupo, poderá ser o sortudo.

Confira abaixo os indicados, todos eles possuem bagagem suficiente para um projeto derivado:


Hector 

Motivo para ter uma história solo: Ele é um dos personagens mais profundos, além de ser o co-protagonista, e que seguiu um caminho diferente do que seus pais almejavam por conta de uma tragédia que ocorreu a um deles. Um spin-off centrado em Hector precisaria ocorrer após o fim da série, pois certamente sua relevância para com todo o conjunto da obra sendo descartada praticamente na metade dela seria como retirar uma engrenagem de uma grande máquina e sabe-se muito bem o que ocorre quando se descarta uma peça tão importante para o enredo. Afinal de contas, Rosie só enfrenta o sobrenatural graças à ele, porque foi encorajada pelo seu falecido pai a segui-lo. Hector é parte importantíssima para a construção filosófica da série. Rosie queria uma vida simples e normal, tinha sonhos que envolviam uma jornada acadêmica. A personagem, no início da série, vê-se numa bifurcação, onde deve escolher entre seguir seus sonhos (caminho de "luz" onde ela desfrutaria da vida que ela sempre quis, uma vida comum) ou fugir com Hector para se proteger dos Red Wolfs (caminho de trevas onde ela se depararia com o sobrenatural nu e cru). Claro que não direi aqui minha perspectiva quanto a um possível final da série, porém seria mais confortável e benéfico deixar que suas aventuras fossem contadas após o fim da jornada de Rosie Campbell, como um caçador liderando uma nova equipe ou até mesmo como sucessor de seu mestre, tudo isso e mais um pouco servindo para explorar mais aprofundadamente as nuances do personagem.

O título da série seria Liga de Caçadores.


Eleonor

Motivos para ter uma história solo: Uma bruxa com um passado sombrio, perseguida por suas ex-companheiras em decorrência de uma traição e em árdua busca por redenção. Três elementos que já deixam o prato bem cheio para o desenvolvimento de um enredo com enfoque na conturbada trajetória da personagem na forma de uma série na qual ela seja a protagonista. Primeiramente eu pensei, para a primeira temporada, em considerar a inserção de flashbacks que casassem com a trama do tempo presente ou simplesmente fazer com que o primeiro ciclo fosse todo ambientado no passado, opção esta que tem sido minha favorita (tudo numa vibe bem "Salem"). A história passada de Eleonor é rica em mortes, traições, amores, tragédias e reviravoltas, o que permite extrair muita coisa interessante, salvo o que já foi mencionado na série-mãe como, por exemplo, o caso amoroso que ela teve com o Grão-Mestre dos Red Wolfs Bernard Von Trask e o roubo do soro da juventude que pôs a sua cabeça à prêmio, além da conexão com a conhecida divindade do submundo, Hades, e, por último e não menos importante, as origens da convenção anual de bruxas. A antagonista principal da primeira temporada seria a, já mencionada na terceira temporada de Capuz Vermelho, líder da convenção Ágatha Laving, independente de quais modelos citados se utilize. Além disso, participações especiais de Hector e Rosie certamente ocorreriam. Do grupo, é a que possui a conta mais gorda.

O título da série seria Coven.


Êmina

Motivos para ter uma história solo: Ela é uma alquimista e último recurso da Legião quando a coisa fica feia. Seu manejamento da alquimia por si só já a coloca como candidata forte a ter o primeiro spin-off da série. Êmina tem um histórico de aventuras e desventuras que quase sempre giraram em torno da ciência que por muito tempo foi confundida com bruxaria. A série abordaria a sua infância, seu aprendizado e primeiros contatos com a alquimia, passando por sua ingressão no Colégio dos Caçadores até finalmente encarar os desafios como membra da Legião sendo uma caçadora licenciada e primeira de sua cidade a empreitar nesse caminho. Seguiria um dos modelos para a série da Eleonor, o tempo presente intercalado por flashbacks. A maior parte dos conflitos enfocaria na busca desenfreada pela pedra filosofal perfeita e como suas versões inconclusivas cairiam em mãos erradas, bem como os efeitos/impactos que isso causaria. O pano de fundo seria cidade natal da personagem, Waytehaal, mas passaria também por outros locais, reais ou fictícios, da terra da rainha.

Pode-se dizer que o capítulo 36 de Capuz Vermelho, que oferece maior destaque à personagem, é basicamente um piloto back-door (no âmbito televisivo é o nome atribuído a um episódio piloto de um spin-off quando ele é exibido como parte da série que o gerou).

A série não teve um título idealizado.


Mollock

Motivos para ter uma história solo: Posso ter forçado um pouco a barra, mas Mollock é um vilão de respeito e não brinca em serviço (ver segunda temporada para comprovar). Ele possui objetivos ambiciosos que envolvem sua insaciável sede por conhecimento e poder (para ele ambos são a mesma coisa) e a produção da série se daria após o fim da terceira temporada. Não me soa ruim a ideia de um spin-off protagonizado por um personagem não-humano, mas devo admitir que é um passo arriscado tendo em vista a pouquidade a respeito da bagagem do personagem. Mollock é uma fusão de dois seres distintos e não há nada que desfaça-a (tem os selos de separação manipulados por magos do tempo, mas Charlie estará fora de cena), além de que ele nasceu lá no meio da primeira temporada meio de supetão. A única direção que vejo para o personagem estaria associada ao Tártaro (sua metade demoníaca) e aos resquícios das experiências de Robert Loub (sua metade licantrópica). Imagine os experimentos do ex-Red Wolf sendo reproduzidos como forma de legado e mais demônios sendo libertados... e consequentemente mais Mollocks criados. Já imagino uma saga dos clones (indiretamente o original seria o criador dos clones... que loucura). A jornada solitária de Mollock seria repleta de encontros com exímios mestres do ocultismo e até mesmo licantropos legítimos, em uma demonstração do que ele mais sabe fazer que é matar e despertar a atenção de inimigos.

A série poderia se chamar Mollock - Entre a Terra e o Inferno ou apenas Mollock.